sexta-feira, 28 de julho de 2017

A árvore de Josué


Pai de dois filhos, já posso escrever um livro, porque acabo de plantar uma árvore, na última terça-feira, quando, para não perder o galho quebrado acidentalmente da árvore de Josué, como carinhosamente chamo a planta em volta da qual, quando a preguiça e o cansaço não se apoderam de mim, falo com Deus, mais para agradecer do que para pedir alguma coisa. O lugar escolhido foi a praça perto de minha casa, onde posso levar água para ela, o que, até aqui, já fiz duas vezes, na segunda, aproveitando para plantar as recém-brotadas sementes de girassol que Amy e Mitsuo trouxeram de um dos passeios que eles fizeram nas últimas férias escolares. Pela cara de algumas folhas, cujo verde ainda se mantém vivo, vi que a planta pegou, como pegou o galho que plantei para dar a uma amiga e devem ter pegado os que dei a outras. Além disso, poderei andar entre árvores altíssimas, admirar os pés de café, que sempre tive vontade de ter no jardim de minha casa, abacate, ameixa, banana, goiaba, jaca (aliás, até eu me mudar para perto do zoológico, nunca tinha visto um pé desta fruta em São Paulo) e morango silvestre, algumas das delícias que já encontrei, enquanto meus filhos poderão se divertir nos dois únicos brinquedos que acho que o tempo e as pessoas ainda não destruíram totalmente, o balanço e o escorregador. Se eu não tivesse visto plantas pisadas e lixo jogado, rastros de que as pessoas que frequentam a praça ou passam por ela não ajudam a mantê-la mais convidativa, iria aproveitar um pedacinho da terra para fazer uma horta, plantando cebolinha, coentro, salsinha, abóbora, chuchu, quiabo etc. Mesmo assim, alguns amantes da flora, como uma senhora e um senhor com os quais conversei na primeira vez em que eu e minha família fomos à praça, continuam cuidando do lugar como se estivessem cuidando do quintal da casa deles.

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