sábado, 5 de setembro de 2015

Acho que vi um gatinho

Não sei por que, ao dirigir-me ao estacionamento do prédio onde morávamos, eu disse a minha mulher que havia sonhado com o China, o fiel amigo do Penry, o humilde cão que, quando não estava fazendo faxina na delegacia onde trabalhavam o sargento Flint e a encantadora telefonista de saia curta Rosemari, estava ajudando Hong Kong Fu a combater os mais diferentes tipos de bandidos. Esqueça Garfield, Frajola, Tom e outros gatos famosos da televisão, porque só um bichano chamava mais minha atenção do que Batatinha, companheiro do Mandachuva que a motorista de nossa família confundiu com Catatau, amigo do urso Zé Colmeia, quando a televisão me fazia não sair da casa dos vizinhos: o China, que estava sempre tirando o atrapalhado super-herói de diversos apertos, a começar da hora em que o faxineiro entrava no armário de arquivos para mudar de identidade, encontrando dificuldade para sair das gavetas, que só abriam depois de umas pancadas (adivinhe de quem). O amigo do gato listrado (parecia uma abelha) era tão confuso que precisava consultar seu inseparável livro de golpes (de kung fu, claro), sem imaginar que quem realmente iria derrotar os vilões era seu calado, mas esperto ajudante.


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