domingo, 16 de agosto de 2015

Uma noite para não esquecer

A gente nunca esquece o dia em que trabalhou morto de sono por ter passado a noite na farra. A fim de tentarmos conhecer umas “minas”, quando um dos sons que mais faziam sucesso nas pistas do mundo era Everybody da recém-chegada Madonna, eu e um amigo fomos a uma festa em um clube em Presidente Altino, em Osasco. Uma vez que o trabalho, que abria as portas quando os primeiros ônibus começavam a circular, não me dava descanso nem no domingo, eu não deveria ter ido tentar me divertir, mas, como a carne é fraca, fui, sem imaginar o quanto iria me arrepender de ter colocado os pés em uma danceteria naquela noite. Enquanto, de um lado do salão, meu amigo, que já era escolado em matéria de conquista, sumiu no meio do público, deve ter conhecido pelo menos uma mulher, do outro, eu, que ainda não tinha perdido a timidez, era frequentador de primeira festa, dancei, exceto nas sessões de música lenta, quando me encostava em algum canto, tentando encontrar um lugarzinho para cochilar, se é que alguém conseguia pegar no sono em um ambiente barulhento. Dormindo ou não, tive de ficar no baile até o DJ desligar o toca-discos, as luzes serem acesas e o público se tocar, ou ser tocado, para fora, quando os ônibus já deveriam estar voltando para o ponto. Se eu esperava ter prazer naquela noite, acabei me dando mal, porque, além de não ter conhecido nenhuma mulher, consegui uma dor de cabeça que só passou quando fui para minha cama, depois de tomar não sei quantos copos de café e lavar várias vezes o rosto (imagine minha cara) para tentar atender os clientes do balcão onde eu ganhava o pão de cada dia.

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