terça-feira, 11 de agosto de 2015

Quem é que vai ficar com Amy?

Uma pergunta eu precisava responder quando o desemprego voltou a me obrigar a procurar trabalho: quem é que iria ficar com Amy? Sim, porque, com minha esposa trabalhando fora, principalmente depois que passou a sair de casa antes de nosso filho ir para a creche e só voltar depois que os pais dela, que também o levam, irem buscá-lo, e não tendo dinheiro para pagar uma babá para ficar com nossa filha, ou pediríamos aos avós que ficassem com ela, deixando-os mais cansados do que o peso da idade já os tem deixado, ou eu ficaria cuidando dela, o que já tenho feito desde que ela nasceu, afinal, eu não ficava em casa trabalhando só para fora, não. Nunca pensei que, no dia em que eu precisasse me mexer de novo para tentar encontrar uma fonte de sustento para minha família, iria me sentir tão amarrado. Eu já deveria ter imaginado – e me preparado – desde o momento em que, quase me fazendo sofrer um ataque do coração, Priscilla me disse que estava grávida, em abril do ano passado, quando mal havíamos nos mudado de endereço, de um convidativo apartamento cujo aluguel estava acabando com nosso sono e, pior, nosso dinheiro para um cortiço onde achávamos que iríamos conseguir juntar dinheiro para tentar comprar um imóvel. Na melhor das hipóteses, até o começo do ano que vem, quando Amy, que hoje completa 8 meses, deverá estar não só começando a andar, mas também a caminho da creche, estarei preparando o leitinho, a papinha (inclusive de frutas) e o suquinho da irmãzinha de Mitsuo. Até lá, o máximo que poderei fazer é procurar uns textos para tentar revisar na hora em que conseguir fazê-la dormir ou na madrugada ou o que aparecer no fim de semana.


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