sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Até que nem tanto esotérico assim

Já me perguntaram (e não foram só três pessoas, não) se sou indiano, mas nunca fui tão visto como indiano quanto na época em que era barbudo, usava um “chapéu de Daniel Boone” (só faltava o rabo de guaxinim) que ganhei ou não devolvi de meu amigo Nilton “Waits” e, se não me engano, o mesmo capote preto que muitos anos depois foi perdido na Bahia. Foi com esse visual sikh, esotérico (até que nem tanto esotérico assim) que, entre 1990 e 1991, quando uma grande rede de supermercados me transferiu do escritório em Alphaville, em Barueri, para o escritório central, em São Paulo, subi a avenida brigadeiro Luís Antônio a caminho do Museu de Arte de São Paulo, onde a jornalista Mirna Grzich iria realizar mais uma de suas apresentações fora do Música da Nova Era, programa com o qual, de 1987 a 1996, a apresentadora fez muitos ouvintes da rádio Eldorado FM acender o incenso, apagar a luz e viajar. Viajante que mantinha muito contato com a grande porta-voz da new age music no Brasil, tive o privilégio de ser puxado da fila para dentro do auditório do museu pela própria mestre de cerimônias do evento, ao qual fui especialmente para conhecer May East, vocalista da Gang 90 & as Absurdettes, banda que na época da new wave, na primeira metade dos anos 80, fez muito sucesso, principalmente com a música Nosso Louco Amor. Até ouvir a apresentadora de um dos programas que mais curti e gravei falar do trabalho da cantora, que fez muito barulho quando eu ainda não tinha 20 anos, não poderia imaginá-la em um ambiente zen.

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