domingo, 7 de junho de 2015

Os filhos do Reverendo

A Filha do Reverendo foi o terceiro dos oito títulos (acho que não esqueci nenhum) que li de ou sobre George Orwell. Duvido que na biblioteca de meu colega de trabalho Felipe Coelho, a qual tive o prazer de conhecer no dia em que minha dificuldade de conexão com o mundo virtual me obrigou a ir ao apartamento dele gravar uns vídeos, se encontre o mencionado livro do mesmo autor de 1984 e A Revolução dos Bichos. Era para ser uma visita rápida, até porque, mandando uma mensagem eletrônica antes de eu e Mitsuo irmos para o ponto de ônibus, nosso anfitrião, cujo nome, se não fosse por causa da influência castelhana em nossa língua, deveria ter sido escrito com “i”, como o livro bíblico Filipenses, havia dito que iria sair, mas, recebidos como fomos, com admirável polidez, acabei esquecendo o que reza o manual de boas maneiras, passei da hora, 18, quando já deveríamos ter agradecido e ido embora. Se, depois desse excesso, o “Reverendo”, como no âmbito de nosso sagrado ofício costumo chamar o colega, não me convidar mais para ir à casa dele, perto da qual passo toda vez que pego o ônibus ou o metrô, vou cismar por quê. Mas acredito que, apesar de ser o mais ortodoxo dos cristãos que conheço, o fraterno colega tenha perdoado nossa demora, causada principalmente pela atenção com a qual a esposa dele, Priscila, xará da minha, nos recebeu, servindo café, frutas e chocolates. Com uma recepção assim, 
como não perder a noção do tempo (e do bom-senso)? Só sendo orgulhoso ou antipático demais. Confesso que, em meio a toda a cerimônia que eu não esperava, nem me dei conta de que, conforme o atencioso colega dissera na mensagem, os vídeos já haviam sido baixados antes de chegarmos, faltando apenas gravá-los no dispositivo que eu carregava no molho de chaves. À primeira vista, Mitsuo se mostrou acanhado, não saiu de perto de mim, só até Jacinta, Catharina e João Inácio o chamarem para brincar, oferecendo-lhe um monte de carrinhos. O álbum do Felipe, cuja família eu já havia sido convidado para conhecer desde que me mudei para perto da Praça da Árvore, só não ficou completo porque, infelizmente, Maria e Pedro, que nasceram depois do primogênito Thiago, não se encontravam em casa.

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