sábado, 23 de maio de 2015

Igual ao papai

Aplausos (papai: “Eh!”; mamãe: “Que lindo!”), porque Mitsuo acaba de fazer xixi em pé pela primeira vez. Um dia depois de completar 2 anos e 11 meses, quando eu já estava quase pegando no sono, ele foi me contar a novidade, recebendo de nós muitas palmas, da mesma forma que fizemos quando ele estreou o penico. Apesar de, por preguiça ou por medo de errar o alvo, preocupação esta que terá até quando ficar velho, ele continuar usando o assento que pode ser levado para onde ele quiser, ele não precisa mais ficar dizendo que gostaria de “fazer igual ao papai” toda vez que me vir no banheiro. No mesmo dia, antes do almoço, fomos ao metrô encontrar tia Valquíria, que, passando uns dias em Diadema, de onde, se houvesse ônibus direto para chegar à casa onde atualmente moramos, ela gastaria cerca de 30 minutos, aproveitou para nos fazer a visita que ela esperava ter feito em sua primeira viagem a São Paulo neste ano, dias antes. Devendo estar na estação ao meio-dia, ela acabou chegando uma hora 
depois, quando já havíamos voltado para casa, pois, além de achar que ela havia desistido de ir ao nosso encontro, eu não queria que meu filho ficasse muito tempo exposto ao forte vento nem almoçasse tarde demais. Mas, mal entrei em casa, voltei para buscá-la, pois, ao olhar em minha máquina de escrever se ela havia deixado alguma mensagem, encontrei, não necessariamente escrita com todas as letras, a seguinte: “Você já está vindo?”. Dono de um telefone móvel que anda carregado só de fotos, eu não tinha crédito para perguntar por que a tia Val, que desceu em um ponto de ônibus antes do que ela deveria ter descido, não havia ligado para dizer que iria se atrasar.







Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.