sábado, 2 de maio de 2015

Batendo cabeça

Esqueça Ozzy Osbourne, Kiss, Judas Priest, Motörhead, Accept, Yngwie Malmsteen e demais bandas, das quais nunca nem ouvi falar. Dos grupos que se apresentaram (exceto Motörhead, que faltou porque seu líder, Lemmy Kilmister, passou mal) na quinta edição brasileira do Monsters of Rock, realizada no último fim de semana em São Paulo, o que mais me chamou a atenção foi o Manowar, que eu nem sabia que ainda existia. Rá, rá, rá! Ri quando li o nome da banda na lista do festival, cujos monstros já assustaram muitos pais quando seus filhos tinham a idade que seus netos têm hoje. Ficou gravado em minha mente o dia em que, quando éramos vizinhos de bairro, em Osasco, meu amigo Gabriel Front me chamou para ajudá-lo a escrever a sinopse dos filmes do catálogo da Maroma (até começar a escrever este texto, eu jurava que era Maromar), videolocadora que havia (não sei se foi fechada) a caminho da casa dele, estabelecimento cujo nome, só pela forma como foi escrito, já dava para adivinhar de que banda o dono, ou a dona, era fã. Acho que só poderíamos estar desempregados para querer gastar nosso tempo com algo tão entediante. Quem tivesse me visto perto de um bando de headbangers que havia no sábado passado em frente à estação do metrô Tietê poderia achar que eu estaria indo para o monstruoso show dos metaleiros. Quem me dera! Acompanhado da menina dos meus olhos, eu estava mesmo era procurando o ônibus gratuito (quase paguei caro por confundir um que ia para Atibaia!) que ia para mais um feirão dos sem-teto (próprio) que desde o dia anterior estava sendo realizado no Anhembi. A bolacha e suco de caixinha que havíamos levado, passamos a tarde toda batendo cabeça atrás de um imóvel para comprar, achando que eu, que já sou chamado de avô quando saio com meu filho, ainda viveria – e teria trabalho – por mais 30 anos! Tudo bem que a pipoca fria (melhor que quente, só com molho de pimenta) as balas, os bombons (comi dois) e o amendoim (a vergonha de minha mulher a fez passar vontade) não estiveram à altura
 do almoço que eu e meu velho amigo metaleiro Fernando pagamos quando, acho que no fim dos anos 80, fomos a uma feira de som e vídeo que foi realizada no mesmo pavilhão, onde foram congeladas as imagens que acompanham este texto, mas ajudou a diminuir nossa fome à fila e à mesa, só não a de realizar um grande sonho de nossa família. Quem sabe no próximo festival, ou, melhor, feirão!

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